Written on 1:41 PM by Luigi

O relacionamento é como um ser humano. Dois corpos dão origem a ele. Ele começa infantil, sem palavras, desajeitado, tímido e com alguns flertes, estes se transformam em gestos singelos e agradáveis aos olhos de quem nos observam. Depois de ganhar a confiança o relacionamento ganha a juventude. A juventude é a fase da descoberta. De nosso corpo e do outro. Queremos esfregar as genitálias falando grosseiramente a língua de quem quer ensinar ao relacionamento que aquilo é inadequado antes do período certo. Isso, existe um período certo. Não é a idade certa, mas o momento certo para entregar o que temos de mais intimo. E quando descobrimos este período já caímos na adolescência, que fase safada. É terrível ouvir as palavras que dizemos quando estamos transando e mais ainda quando estamos brigando. Voce já parou pra ouvir o numero de palavrões que sai de sua boca na hora em que está irritado? E as caretas e gestos imaturos que mostramos num momento de intimidade. Depois os olhos mudam de cor ganhando o perdão e a adolescência rebelde ganha as pazes na cama. Em seguida vem uma dose de maturidade que ganha horários e regras a cumprir, sempre de maneira flexível. É assim que surge a responsabilidade na relação. Você deixa de ser eu para ser nós. E como não chegar na fase adulta da relação. Onde não é só o sexo que nos mantém juntos, mas as confidencias, os momentos de alegria que tivemos, a tal cumplicidade que mantém os pequenos segredinhos. Então surge o romantismo da terceira idade no relacionamento. É a fase da admiração, onde tudo o que vemos do passado é tido como aprendizado. De maneira admirável enxergamos o que foi ontem como o melhor caminho que foi seguido sem falhas, ou se elas houveram, foram falhas necessárias. É neste momento em que muitos casais rompem. Incrível como na melhor fase estamos mais despreparados. Porque é nesta idade da relação que aparece o medo. De ficar só, de perder, de deixar de ganhar, de não mais amar. Então qualquer nova sensação é vista como uma nova vida, uma retomada e desta forma encontramos o prazer de novo, sim, o prazer no sentido infantil da relação. É com um novo amor que se esquece o que passou. Que se inicia um novo ciclo e erradamente imaginamos que podemos ser diferentes, mas tudo não passa de esperança. E é ela que temos dentro de cada um de nós, dentro e fora da relação. Por que como uma amante a esperança sempre está conosco. Quando a relação começa, ela é uma aliada, quando ela chega ao fim, todas elas definitivamente irão chegar ao fim, é a esperança que vai fazer você acreditar que no próximo ciclo o amor será para sempre.
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Written on 8:54 PM by Luigi

Existem amigos de todas as formas. Os que são mais discretos e sérios que nos encontram para falar de trabalho com muita emoção.Existem os que não são nada discretos e adoram chamar atenção até conseguirem um passe para sair de um bar. Mas esta diversidade de tribos nunca havia me incomodou, infelizmente até hoje.
Seis meses depois de começar meu namoro com Thiago, um homem separado e pai de dois filhos, resolvemos que já estava mas do que na hora de fazermos nossa apresentação aos amigos.
Na realidade durante todos estes meses andei saindo com eles de maneira privada, afinal, meus programas de solteiro haviam mudado e não batiam em nada com o perfil de Thiago. Ele prefere programas mais tranqüilos e conseqüentemente mais românticos. Porém, quando meus amigos começaram a me questionar o motivo de eu não levar meu namorado para conhecê-los me bateram com uma pergunta: Você tem vergonha dos seus amigos?
Definitivamente isto pairou em minha cabeça por algumas horas. Pena que não tive muito tempo para responder. Notei que alguns amigos me olharam com um olhar de sacrifício. Provavelmente eu tenha pagado na língua o que já fiz muitas vezes com os olhos. Mas será que este sentimento de receio com o que Thiago pode ver tem ligação com o que eles podem dizer ou com a maneira na qual eles agem? O comportamento deles é tão agressivo a ponto de eu pretender esconde-los de alguém?
No final da semana seguinte resolvi convidar a todos para uma feijoada na casa de praia do meu namorado. Nada melhor do que abrir as portas daquela grande mansão para um grupo de pessoas que estão com o bico virado pra mim. Thiago parecia um pouco nervoso com a organização da festa, mas soube receber a todos com muita educação. Aliás, não faltou educação até o primeiro litro de wiski acabar.
Quando percebi que dois amigos subiam na mesa disputando quem tinha a melhor performance da Lady Gaga, tentei imaginar o que passava pela cabeça de Thiago. Para minha sorte ele estava se divertindo bastante e o que parecia um pesadelo se transformou em uma grande festa.
Não adianta moldar quem você é ou as pessoas que fazem parte da sua vida. Uma hora a verdade é mostrada como uma máscara que cai. Percebi que meus amigos tentaram ser comedidos até certo tempo na festa. Mas eles são daquele jeito, extravagantes e ao mesmo tempo sinceros. Se estão comigo até hoje e são considerados como família é porque temos algo em comum. Não será ninguém que vai tirar a pureza que existe dentro de cada um deles. Esta confiança nos amigos que nos faz vestir roupas exageradas e danças esquisitas sobre uma mesa para fazê-los sorrir. Vale ressaltar que não se faz a Lady Gaga na frente de qualquer um.
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Written on 1:18 PM by Luigi

A chegada do ano foi iluminada pelos fogos de uma praia absurdamente lotada. Muito samba para anunciar o carnaval que logo vai chegar e surpresas por toda parte. Uma delas me pegou de jeito. Thiago, meu atual namorado, contou que tem um filho de dois anos e espera por uma menina que completou cinco meses na barriga de sua ex-mulher. Será que este passado pode interferir na minha relação?
De acordo com alguns amigos o fato de eu estabelecer o termo “namoro” já se trata de uma vitória. Muitos dos relacionamentos que eles encararam com alguém que era casado ou viveram desta união heterossexual foram fracassadas. Na verdade os casados só procuraram por sexo e satisfação de uma fantasia no mais completo anonimato. Confesso que isso me chamou ainda mais atenção. Por que os solteiros aceitam realizar as fantasias dos homens casados, sabendo que não vão passar de uma rapidinha?
Na realidade a fantasia muitas vezes vem dos próprios solteiros. Tem a solidão e a carência como fonte de alimentação, e a esperança que aguarda um dia que o casado separe e corra para os seus braços. Mas existem aqueles que não possuem do mesmo argumento, encarando a fantasia com muita disposição, levando a diante a diversão como algo absolutamente natural. Encaram como um fetiche desbravar “algo proibido” e desaparecem logo em seguida. Mas o mais comum é encontrar os que se apaixonaram e não puderam ser correspondidos por existir uma família como barreira.
No primeiro final de semana com Gael, filho primogênito do meu namorado, percebi que tenho um certo jeito com crianças. Ele não sofre muita influencia da mãe, portanto foi bem fácil conquistá-lo com sorvete e brincadeiras até tarde. Mas confesso que para o primeiro final de semana na sua presença não tive o menor interesse em fazer sexo com seu pai.
Será que existe algum tipo de receio da minha parte por saber que a qualquer momento ele pode acordar e bater em nossa porta? Provavelmente eu fui o único com tal paranóia, pois Thiago reagiu de uma forma bastante natural me abraçando na frente de seu filho. O garoto não se incomodou nem um pouco e até brincava com minhas orelhas furadas quando sentei no chão para montar um quebra cabeça.
Com a aprovação da adoção por casais do mesmo sexo, será que o comportamento das pessoas irá mudar ou a visão de que nós somos pervertidos sempre estará na mente dos mais atrasadinhos? No domingo enquanto passeávamos com Gael na praia o levamos em uma barraca freqüentada por todos os gêneros, e a naturalidade em que os casais se exibiam me deixava de certa forma incomodado, mas se este incomodo é difícil para mim, talvez o problema não está na falta de alguns em conter seus excessos de carinho, mas na criação comportamental que me fez crer que tais afagos só são aceitos dentro de casa. O garoto não deu a menor importância para os casais que se devoravam. Eu estava ciente de que aquilo era exagerado, mas não podia questionar.
Então, com toda esta exposição e apelo sexual que encontramos na mídia e nas ruas, seria justo dizer que o avanço sexual é culpa de uma geração woodstock ou de nós que a construímos? Afinal, falar de sexo com uma criança de nove anos se tornou algo tão natural que me sinto um dinossauro quando abro a boca pra dizer que fiz sexo pela primeira vez aos vinte e um anos de idade.
Provavelmente meu namoro irá mudar com o tempo, com o nascimento do segundo filho, Thiago pode mudar suas idéias atuais e tentar uma nova chance com sua ex. Se este passado irá interferir na relação,eu não sei. Mas dizem que quanto maior o investimento, maior é o retorno. Eu estou disposto a correr este risco. Entendo que posso perder tudo, mas se eu agarrar esta oportunidade, se souber investir com sabedoria, o resultado poderá me surpreender.
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O passado dele pode interferir
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Written on 3:21 PM by Luigi

O melhor presente de natal que já ganhei foi aos 10 anos de idade. Uma máquina de escrever que havia sido de minha avó.Meu pai não fez muito suspense, não se vestiu de vermelho com aquela fantasia divertida de papai Noel, simplesmente apareceu com ela a mostra sem qualquer menção de embrulho e anunciou para meus outros irmãos que aquele era o meu presente.
Naquele mesmo ano escrevi cartas para todos os que estavam longe e mensagens para os que estavam mais perto. Lembro de ter recebido muitas cartas de agradecimento dos familiares, mas uma delas havia voltado com vários rabiscos. Minha prima que morava no outro lado da rua, havia corrigido os erros gramaticais e aquilo me tornou curioso pelo conhecimento. Às vezes os melhores presentes aparecem nas formas mais inesperadas.
Na noite passada quando jantava com Thiago percebi que não temos muito em comum. Provavelmente o que nos uniu foi um processo natural de solidão com uma pitada de carência. Ele foi um dos jogadores que me fez jogar vôlei durante anos na escola e o reencontro foi tão marcante que acabamos engatando este romance.
O jantar estava completo, fazia tempo que não comemorava aniversario de namoro e ao lado de Thiago fazia uma certa diferença completar dois meses.Uma ressalva para o atendimento excelente do local. Mas os preços não deixavam meus dentes tão contentes e por tentar agradar a companhia preferi não reclamar. Mas Thiago estava ali naquele local tentando me dizer algo e suas palavras estavam supostamente presas na garganta. Depois de alguns goles de vinho ele soltou a frase:”minha família quer te conhecer”. Não seria a primeira vez que isso iria acontecer, conhecer a família de um namorado, mas em seguida ele completou com um gole do vinho “você está no amigo secreto da família e o papel que peguei pra ti tem o nome da minha mãe.”
Na manhã seguinte chamei o esquadrão de amigos pra contar sobre o jantar e pedi ajuda para comprar o presente da sogra. Andamos por duas horas e completamente sem ter noção do que comprar fiquei em dúvida por produtos diversos. Nunca fui muito bom em escolher presentes, já dei biquini pra recém-nascidos, chocolate pra intolerante a lactose, além do clássico pijama para o marido de uma amiga.
Mas as sugestões iniciais eram: O DVD do padre cantor do ano. Foi uma idéia interessante, mas por água abaixo quando alguém perguntou: vai que ela é evangélica? Um conjunto de cama da Mmartam que me deixaria meses pagando foi derrubado pelo quesito acessórios para o lar. Uma estátua com uma santa bem bonita pra ela colocar no santuário ou um escapulário entraram na lista da dúvida religiosa. Até uma camiseta da banca ficou em meus pensamentos, mas não tinha noção do tamanho que ela usaria.
De volta pra casa e sem sacola alguma lembrei de uma fase em que presenteava as pessoas sem qualquer motivo, era uma sensação boa, de ver as pessoas que recebiam mostrar um sorriso de satisfação mesmo quando não acertava na escolha do presente. Só depois entendi que muitas vezes o presente não precisa ser físico, as vezes sentar e pedir desculpas é mais tocante ou entender o ponto de vista de outra pessoa. Muitas vezes guardar um segredo para um amigo é um valioso presente. A alegria,está supostamente no presentear e poucas vezes no objeto.
Na semana seguinte corri numa loja e comprei um par de meias grossas e bonitas. Coloquei em uma bonita caixa vermelha e coberta por estrelas douradas que custou mais que o par de meias e fui para casa de Thiago. Após o jantar, quando todos estavam ao redor dos presentes vi minha sogra abrir a caixa e pegar um cartão que eu havia escrito na maquina de escrever dada pelo meu pai. Contei a historia da máquina no cartão e acrescentei: Existem pessoas que deixam um presente debaixo da árvore por anos porque pode ser qualquer coisa, a fantasia do que pode ser é sempre melhor do que abrir e se decepcionar com algo que não era o esperado, como este par de meias, mas por maior que tenha sido a fantasia do presente ao olhar pra esta caixa tão bonita e decorada, você sempre lembrará do meu presente, quando sentir frio e calçar este par de meias.
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Written on 1:46 PM by Luigi

Na última semana recebi um convite para escrever em um jornal sobre religião, parecia uma oferta tentadora já que em meu currículo havia um passado com duas outras oportunidades semelhantes. A reunião parecia séria com um diretor de redação de olhos vermelhos com tanto trabalho. Enquanto eu narrava minha trajetória de trabalhos free lancer com toda empolgação meu telefone celular tocou.
Mas o toque do meu celular não toca num tom habitual e crescente, sabe aqueles telefones importados do Paraguai que pode-se utilizar dois chips e tem um som que deve ser proibido pela agencia nacional de saúde auditiva? Pois bem. A música nova da Lilly Allen contaminou a sala como se o trio Elétrico estivesse adentrado pela janela tirando a seriedade de quem estivesse por perto. Mas afinal de contas, o que seu toque de celular diz sobre você?
Conheço pessoas que não sabem mudar o toque padrão do celular e de certa forma são até vistas como antiquadas. Quem é que suporta ouvir Nokia tunes com toda a variedade de músicas disponíveis no mercado fonográfico? Olha que tem.
Existe aqueles que não pode ver uma novela lançar a sua chamada na TV que correm pra baixar o toque e se sentir a pessoa mais moderna da cidade. É aquela velha historia de se sentir a frente do tempo. Falando em tempo, conheço quem não perde a chance de bagunçar o baú à procura de uma música antiga que faça os outros voltar ao passado quando as escutam. Estes até gostam de variar a música, mas preferem mesmo é ser notados pelo que ouvem.
Não dá pra esquecer dos que colocam a novidade da música de seu artista favorito, afinal de contas tem sempre uma. Estes costumam passar um longo período de tempo com o mesmo hit que chega a enjoar os ouvidos de quem está por perto. Mas também tem aqueles que mudam tanto o toque do celular que por diversas vezes não conseguem reconhecer o próprio aparelho quando está tocando.
A galera da balada não perde a chance de colocar o toque que ouviu no ultimo fim de semana por aquele DJ que sempre trás uma novidade. Mas pra você, o toque do celular diz algo sobre a sua personalidade, ou tudo isso não passa de uma bobagem?
Eu faço parte do clube que elege uma música para cada contato marcante, sou viciado em tecnologia há muito tempo e costumo trocar de telefone sempre que aparece algo que me satisfaça, não só por aparência, mas pelo conteúdo que possa me ajudar no dia-a-dia. Algumas vezes me vi tentado a exibir o toque do meu celular acreditando que aquilo pudesse me render boas paqueras, mas o que sei até hoje é que nunca vi ninguém ser avaliado em uma entrevista por conta deste costume.
Não importa o que você escolhe para tocar quando alguém está ligando, o mais bacana é saber que do outro lado tem alguém que se importa, e sempre que aquela musica lhe chama é você que está sendo lembrado e muitas vezes convidado a fazer algum programa a dois, a três, ou a vários.
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toque de celular
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Written on 3:53 PM by Luigi

Correio Masculino Faz 4 anos e ganha casa nova.
Agora para acompanhar meus posts você terá que clicar no link abaixo....
Aguardo você por lá.
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Written on 5:20 PM by Luigi

O primeiro amor de nossas vidas é sempre alguém inesperado, muitas vezes impossível. No ultimo final de semana enquanto assistia ao show da banda BZ num centro cultural próximo a minha casa percebi a presença de um rosto familiar no palco. O vocalista foi o autor do meu primeiro beijo. Rodrigo, o professor de biologia que há quinze anos me atacou com perguntas em seu Mavericks ao me dar uma carona.
Ele não parecia ter mudado muito, os cabelos apresentavam uma certa palidez e um emaranhado de linhas faziam companhia aos seus olhos escuros. Ele me reconheceu e foi inevitável não segurar o riso. Eu tomei a iniciativa de dar o meu telefone após a sua apresentação. Na noite seguinte estávamos frente a frente num barzinho amistoso que tinha um som romântico para esquentar aquele encontro.
Rodrigo parecia fascinado com a volta ao passado, eu estava nas nuvens. Na realidade nunca entendi o motivo de ter fugido dele quando era jovem, talvez tenha sido a descoberta da minha identidade ou simplesmente medo de começar a vida sexual com alguém que tinha o dobro da minha idade. Mas afinal, ainda existe preconceito em relacionamentos com pessoas mais maduras ou isso ficou no passado fazendo companhia a nostalgia?
Já tive algumas tentativas com homens mais velhos, que não passaram de quarenta e dois anos, o que se pode caracterizar jovens com todas as formas de prolongar a juventude que se tem hoje. Um deles por sinal, abstendo-se de álcool e cigarro parecia ter a minha idade com todo tempo que passava na academia.
Sabe aquela sensação de conquista? Quando você passa anos imaginando como seria transar com alguém e finalmente realiza? Foi assim que me senti com o Rodrigo. Uma das noites mais quentes do ano e uma hora de puro prazer. Parece que a fama dele tinha um fundo de verdade, ele sabia o que estava fazendo e eu me martirizando por ter deixado aquele professor passar e ter iniciado a vida sexual com alguém tão inexperiente como eu.
Muitas pessoas já tiveram a fantasia de namorar o professor, seja na infância, adolescência ou até na universidade. O problema deste conto de fadas urbano é que o final é sempre muito parecido. O professor tem uma infinidade de alunos e a cada semestre novas caras vão surgindo e lhe encantando. Parece uma vida reciclável, onde se pode aproveitar todo dia até o dia da maquina se esgotar. Com Rodrigo não é diferente.
E foi então que lembrei porque não havia cedido pra ele naquela época. Eu queria fazer a diferença, me fazer de difícil pra que ele só tivesse olhos pra mim. O que não aconteceu. Talvez um dia ele encontre alguém que o pare de procurar, ou simplesmente viva realizando as fantasias de seus alunos. Afinal, a vida muda, todos nós mudamos. Só é preciso lembrar-se de quem era para pensar em quem quer ser.
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